á muito a música havia parado de tocar , mas ela continuava a dançar; depois de dois anos sem frequentar os grandes salões de danças , ela ainda sentia a música ao ouvido , e dançava; dançava como uma pluma . era impressionante sua leveza!uma valsa vienense? vai saber , a doida dançava sem parar , se enroscava toda nas cortinas de voal , imaginava-se em vestidos glamorosos, maquiagem pesadissima, coisa de sua época; faltava-lhe apenas quem a conduzisse nos braços a rodopiar pelo salão , mas não fazia mal, as cortinas se encarregavam da enfadonha tarefa. mais tarde outro galante cavalheiro se encarregaria de tão exuberante tarefa(exuberante pra ela) e as cortinas iam se enrroscando no seu corpo esguio (e imaginário)até que ouve-se um estrondo no quarto dos fundos: lá estava ela esborrachada no chão ...cadê a música ? e o elegante cavalheiro que a conduzia? estavam alí agorinha mesmo e de repente só o chão frio , uma baita dor na cabeça e uma perna levemente machucada (coisas do alzeimer) miserável mal de...
claudia 11/01/11

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